Nascente do rio Tietê – Saida 3 Parte 2c Laranjal Paulista, Tietê, Porto Feliz

Laranjal Paulista

Outra cidade pequena do interior de São Paulo.

 

Laranjal Paulista é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º02’59” sul e a uma longitude 47º50’12” oeste, estando a uma altitude de 536 metros. Sua população estimada em 2004 era de 23.685 habitantes.

  • A ocupação do Município se divide em urbana e rural. A primeira, no início do Século XVII, foi motivada pelos grupos tropeiros que rumavam a Sorocaba. Para os pousos eles se aconchegavam à beira do que chamavam de ribeirão dos laranjais e, por onde passavam, divulgavam que “a partir das suas acanhadas margens vislumbrava-se a existência de alongadas e férteis terras”, atraindo os primeiros pequenos agricultores.

Em 1884, seguindo o traçado da Estrada de Ferro Sorocabana e a ela se antecipando, aqui chegava Delfino de Mello. Como visionário que era adquiriu considerável gleba de terra e, para explorar comercialmente, construiu uma casa de pensão para abrigar os trabalhadores da Ferrovia. Em curto espaço de tempo o local despertou o interesse de famílias da região para outras atividades comerciais dando início ao núcleo urbano. Ainda em 1884 Delfino de Melo doou terreno para a construção de uma Capela na vila que, em 1886, tornar-se-ia o distrito Policial de Laranjal e com a primeira escola pública outras benfeitorias se juntariam: agencia postal, cartório de registro civil, a paróquia, telefone público, iluminação elétrica. Publicada a 10 de outubro de 1917, a Lei Estadual nº 1.555 criou o Município de Laranjal que, pelo Decreto Federal nº 14.334/1944, passou a chamar-se Laranjal Paulista.

 

Laranjal Paulista - Tiete
Laranjal Paulista – Tiete
Prefeitura Municipal de Laranjal Paulista, SP
Prefeitura Municipal de Laranjal Paulista, SP

 


Tietê

Almoçamos em Tiete, com o detalhe do porta guarda-chuva do restaurante.

 

Tietê é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º06’07” sul e a uma longitude 47º42’53” oeste, estando a uma altitude de 508 metros. Sua população estimada em 2009 era de 36 211 habitantes. Possui uma área de 392,509 km². O que corresponde a uma densidade populacional de 86,6 hab/km².

A história de Tietê teve origens com os bandeirantes que desbravavam o interior paulista navegando pelo rio Tietê.

A fertilidade do solo atraiu grande número de aventureiros e pessoas afeitas à lavoura que vieram para cá. Quase na embocadura do Ribeirão do Pito Acesso (Ribeirão da Serra), estava localizado o ancoradouro das canoas que, formando as monções demandavam de Cuiabá carregados de ouro e pedras preciosas. À margem do rio, moradores construíram as primeiras habitações formando assim o vilarejo Pirapora do Curuçá. Ele recebeu esse nome devido a uma pedra localizada à margem esquerda do rio, que os índios chamavam Curuçu-Guaçu (que em tupi significa cruz) pois, nela havia uma cruz entalhada.

Em 1570, como relatam crônicas do padre José de Anchieta ocorreu um naufrágio entre Porto Feliz e Tietê. Este relato indica a presença de colonizadores desde o início do descobrimento. Durante as monções, no final de século XVIII, Pirapora do Curuçá foi o primeiro e mais importante porto de reabastecimento e descanso para o bandeirantes que saiam de Araritaguaba (Porto Feliz).

Em 1747, o vigário Francisco Campos fazendo um breve levantamento que pode ser considerado o primeiro censo de Tietê, constatou que na região que descia o rio numa distância de quatro léguas da matriz existiam cerca de cento e quarenta casas.

Em 3 de agosto de 1811 Pirapora do Curuçá foi elevada à condição de freguesia da Santíssima Trindade da Pirapora do Curuçá.

Em 8 de março de 1842, a freguesia virou município e o nome da vila perdurou até 1867 quando foi mudado para Tietê.

 

Restaurante com porta guardachuva em Tiete, SP
Restaurante com porta guardachuva em Tiete, SP
Prefeitura Municipal de Tiete, SP
Prefeitura Municipal de Tiete, SP
Rio Tiete em Tiete, SP
Rio Tiete em Tiete, SP


Porto Feliz

Varios prédios públicos em Porto Feliz são de tijolo a vista. Achamos muito legal esse tipo de construção na cidade. Aqui a foto da prefeitura foi um reflexo, para mostrar os tijolos. Era para ser a ultima cidade, mas estávamos com tempo, então vamos em frente.

 

Porto Feliz é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 23º12’53” sul e a uma longitude 47º31’26” oeste, estando a uma altitude de 523 metros. Sua população estimada em 2010 era de 48 893 habitantes.

A Vila de Porto Feliz foi criada no reinado de Dona Maria I, rainha de Portugal. O documento de criação foi assinado pelo governador da Capitania de São Paulo, António Manuel de Melo e Castro de Mendonça, no dia 13 de outubro de 1797.

A Vila de Porto Feliz foi criada no reinado de Dona Maria I, rainha de Portugal. O documento de criação foi assinado pelo governador da Capitania de São Paulo, António Manuel de Melo e Castro de Mendonça, no dia 13 de outubro de 1797.

O povoado às margens do rio Tietê, chamado anteriormente Freguesia de Araritaguaba, pertencera até então ao termo da vila de Itu. Com a condição de vila, Porto Feliz alcançou a sua autonomia. A vila era uma unidade política e administrativa autônoma equivalente a município, com direito a ter Câmara e cadeia. Conquistada a condição, uma das primeiras providências deveria ser o levantamento do Pelourinho, uma coluna que simbolizava a autonomia, geralmente feita de pedra. O termo era o território da vila, dividido em freguesias. A sede do termo ficava nas respectivas vilas ou cidades.

O documento assinado pelo Governador concedia à freguesia de Araritaguaba a condição de vila, denominando-a Vila de Porto Feliz, e determinava a definição do território do termo, a ereção do Pelourinho, a demarcação do terreno para a construção dos Paços do Conselho e cadeia, a eleição de juízes, vereadores e demais oficiais da Câmara Municipal. O ato atendia ao pedido dos moradores da freguesia de Araritaguaba, que nesse sentido enumeravam os vários incômodos atribuídos à distância de léguas da sede do termo, a Vila de Itu. Mas, o Governador também o justificava por ser o local um porto frequentado por comerciantes das minas de Cuiabá e por expedições destinadas por Sua Majestade Fidelíssima aos vastos sertões, algumas delas chegando a alcançar a fronteira da América Espanhola. Em seguida, o governador vaticinava: por isso, Porto Feliz tem toda a capacidade e disposição para vir a ser em poucos anos uma das vilas mais opulentas desta capitania.

O último mapa da série interessa particularmente aos estudiosos da história de Porto Feliz e ao mesmo tempo é um documento importante para o estudo do comércio no Brasil central. Trata-se do “Mapa dos gêneros, mercadorias e efeitos que saíram desta capitania de São Paulo para a de Cuiabá e Mato Grosso, pelo Porto Feliz no ano de 1801”. A exportação citada nesse documento partiu toda de um único porto fluvial, o antigo porto de Araritaguaba que em 1797 fora denominado de Porto Feliz pelo próprio Antônio Manuel de Melo e Castro de Mendonça. Os gêneros citados na estatística do capitão general foram embarcados em grandes canoas como nos primeiros tempos das grandes monções. As expedições monçoeiras do século XVIII partiam de Porto Feliz e desciam todo o Tietê abaixo, depois entravam no Paraná e subiam o Pardo acima, em seguida varavam em Camapuã para descerem o Coxim e o Taquari e navegarem a contra-corrente pelo Paraguai, São Lourenço e Cuiabá.

O documento permite avaliar a variedade dos produtos exportados através de Porto Feliz. O mapa relaciona os seguintes gêneros: sal, farinha de mandioca, feijão, farinha de trigo, marmelada, ferro, aço, chapas de cobre, cera do reino, chumbo, vinho, aguardente do reino, aguardente da terra, malvasia, azeite doce, vinagre, escravos, machados, enxadas, foices, almocafres, pregos sortidos, cravos de ferrar, alavancas, fazendas, panos de algodão, louças, pólvora, capados. No meio do rol de mercadorias são citados 46 escravos, entre vasilhames de vinagre e centenas de machados.

De Mato Grosso, só poderiam chegar a Porto Feliz artigos preciosos. Primeiramente, o ouro. Mas também vinham a poaia, a salsaparrilha e alguns medicamentos da farmácia caseira comuns naquela época. Taunay alerta para o fato de que a tal respeito silenciam as estatísticas do capitão general. Ele nada diz sobre o ouro que possivelmente ainda era despachado de Cuiabá. O Governador que anteviu um futuro de opulência para São Paulo e para a antiga freguesia de Araritaguaba não conseguiu imaginar que a rota fluvial do Tietê seria abandonada ao longo do século XIX, sendo aos poucos substituída por caminhos terrestres que deixaram ao largo o antigo porto das monções e a Vila de Porto Feliz. O texto “A origem do nome Porto Feliz” é reprodução de artigo publicado em MR-USP pelo historiador Jonas Soares de Souza.

 

Foto nao artistica da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, SP
Foto nao artistica da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, SP

 

Foto nao artistica da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, SP
Foto nao artistica da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, SP
Descendo para tirar a foto do Rio Tiete em Porto Feliz, SP
Descendo para tirar a foto do Rio Tiete em Porto Feliz, SP
Entrada da cidade de Porto Feliz, SP
Entrada da cidade de Porto Feliz, SP
Rio Tiete em Porto Feliz, SP
Rio Tiete em Porto Feliz, SP
Foto artistica da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, SP
Foto artistica da Prefeitura Municipal de Porto Feliz, SP


Nascente do rio Tietê – Saida 2 Parte 3a Barbosa, Penápolis, Promissão

Barbosa

Além dos urubus, Barbosa trouxe outra placa do Rio Tiete, que como já disse antes, são raras.

Fundação: 1 de fevereiro de 1964

 

Prefeitura Municipal de Barbosa, SP
Prefeitura Municipal de Barbosa, SP
Rio Tiete em Barbosa, SP
Rio Tiete em Barbosa, SP
Urubus comendo em Barbosa, SP
Urubus comendo em Barbosa, SP


Penápolis

O Almoço foi próximo a cidade de Penapolis. Comida simples de beira de estrada, mas com a nossa fome estava uma delicia. De novo temperaturas de 100F (38C) e umidade alta. A tarde prometia ser suada.

Penápolis é um município brasileiro do estado de São Paulo. A cidade tem uma população de 58.510 habitantes (IBGE/2010). Pertence à Mesorregião de Araçatuba e à microrregião de Birigui.

A Região dos “Campos do Avanhandava” e do “Salto do Avanhandava”, no baixo Rio Tietê, quando da chegada dos primeiros pioneiros (brancos colonizadores), era habitada pelos índios Coroados (ou Kaingang ou ainda Caingangue) vindos do sul do Brasil.

O topônimo Ava – Nhandava significa: “O índio que fala o dialeto Nhandeva“, por isso não se diz: “salto de, e, sim, se diz: “Salto do Avanhandava” ou “Cachoeira do Avanhandava”, e, por isso, se acredita que os nhandevas predominavam na região quando da chegada dos índios Coroados.

A primeira presença do Estado brasileiro na região foi, na década de 1860, pouco antes da Guerra do Paraguai, uma Colônia Militar (quartel, fortaleza), próxima ao Salto do Avanhandava, que recebeu o nome de Colônia do Avanhandava e o apelido de Degredo.

Naquela época se criaram várias colônias militares, em todo o Brasil, para proteção das fronteiras, e para “proteger a população do interior contra índios selvagens, para facilitar as comunicações e o comércio e para ajudar os núcleos civis que se fundarem nas suas vizinhanças”.

A Colônia do Avanhandava, localizada próximo ao porto de desembarque, o Porto do Cruz, no rio Tietê, pouco antes da “Cachoeira do Avanhandava”, junto à estrada que ligava Piracicaba a Paranaíba, foi criada pelo decreto imperial de 18 de março de 1858, e tinha como objetivo, proteger o povoamento da região, onde cinco fazendeiros compraram terras devolutas do governo, e pretendiam formar um “patrimônio”, como se chamava, na época, as pequenas povoações, recém criadas, construídas ao redor de uma capela, à qual se doa um “patrimônio“: uma área para praça, capela e abertura de ruas ao seu redor.

A Colônia do Avanhandava deveria servir também de retaguarda à Colônia de Itapura, na foz do rio Tietê, junto ao Rio Paraná. A Colônia do Avanhandava, porém, não prosperou.

Hoje, o “Salto do Avanhandava”, a colônia militar e a velha Usina Hidrelétrica do Avanhandava, jazem no fundo da represa da Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava.

Posteriormente, próximo ao velho quartel já abandonado e ao Ribeirão do Lageado, se tentou formar, em 1883, pelos primeiros pioneiros, um Patrimônio, tendo como orago, o “Nosso Senhor dos Passos”. Este primeiro patrimônio não prosperou porque uma das famílias pioneiras, a família Pinto Caldeira, foi massacrada pelos índios em 1886.

Esta família, “Pinto Caldeira”, é atualmente homenageada, dando seu nome ao Córrego dos Pintos, na região do Ribeirão do Lageado, a qual ainda pertence ao município de Penápolis, e foram enterrados no cemitério do Lageado, o qual é o monumento histórico mais antigo de Penápolis e única construção que restou do antigo “Patrimônio de Nosso Senhor dos Passos”.

Em 1895, o presidente do estado de São Paulo, Bernardino de Campos, autoriza, em lei, a construção de uma estrada de Bauru ao Salto do Avanhandava, estrada esta que facilitaria o acesso à região dos Campos do Avanhandava.

O Patrimônio de Santa Cruz do Avanhandava surgiu, tempos depois, em 1908, em terras compradas dos herdeiros da pioneira Maria Chica pelo empreendedor Coronel Manuel Bento da Cruz, e, em terras doadas em 1906, pelo fazendeiro Eduardo José de Castilho.

Eduardo Castilho doou, em 1906, para a formação do novo patrimônio, um lote de terras aos frades capuchinhos, e, ele e Manuel Bento da Cruz venderam as terras vizinhas ao novo patrimônio, para os pioneiros, fracionando-as em pequenos lotes de terras, os sítios.

Manuel Bento da Cruz adquiriu terras públicas, em leilão, e as registrou, em 1907, no cartório de notas de São José do Rio Preto, e rapidamente, as vendeu, em pequenos lotes aos pioneiros.

A colonização de Penápolis, portanto, foi feita, como em todo o oeste paulista, de acordo com a Lei de Terras estadual nº 323, de 1895, que só permitia a aquisição de terras devolutas, pertencentes ao governo do estado, em leilão (haste) público.

 

Prefeitura Municipal de Penapolis, SP
Prefeitura Municipal de Penapolis, SP
Rio Tiete em Penapolis, SP
Rio Tiete em Penapolis, SP
Parada para Almoco, proximo a Penapolis, SP
Parada para Almoco, proximo a Penapolis, SP
e de novo, temperaturas muito altas Penapolis, SP
e de novo, temperaturas muito altas Penapolis, SP
Raizes de Penapolis
Raizes de Penapolis
Prefeitura municipal de  Penapolis
Prefeitura municipal de Penapolis
A marcia com dor de barriga em  Penapolis
A marcia com dor de barriga em Penapolis


Promissão

Outra cidade bonita do interior. A prefeitura é extremamente simpática e apesar do cancaco a Márcia ainda sorri linda para as fotos. Falta so mais uma cidade para hoje…

A paisagem na estrada esta maravilhosa.

Promissão é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º32’12” sul e a uma longitude 49º51’29” oeste, estando a uma altitude de 426 metros. Sua população em 2010 era de 35.674 habitantes (IBGE).

Neste município está instalada a Usina Hidrelétrica de Promissão (Mario Lopes Leão), com potência instalada de 264 MW, que é a segunda usina da AES em capacidade, no rio Tietê.

 

Belas estradas indo para Promissao, SP
Belas estradas indo para Promissao, SP
Prefeitura Municipal de Promissao, SP
Prefeitura Municipal de Promissao, SP
Olha que sorriso lindo em Promissao, SP
Olha que sorriso lindo em Promissao, SP
Rio Tiete proximo a Promissao, SP
Rio Tiete proximo a Promissao, SP

 

Casa de Cha em Promissao
Casa de Cha em Promissao


Nascente do rio Tietê – Resumo da viagem

Os números da viagem para o Nascente Fazedores de Chuva

Total de 5934 kilometros, cerca de 390 litros de combustível, cerca de R$ 1.100,00 em custo de combustível.

Fizemos o trajeto todo em 8 etapas, mas poderia ter sido feito em 6. Com o encompridamento do Rio, tivemos que sair duas adicionais para terminar detalhes.

Foram 156 horas de pilotagem total, com media diária de 9 horas

A velocidade media foi de 42KmH sendo a máxima 156. A pior media foi de 22KmH e a melhor de 80KmH (tirando essa única de 80, a segunda melhor foi de 66, e antes dela 60. Ou seja, não he fácil ter velocidade media alta nesse tipo de desafio)

A maior elevação foi de 1113 metros do nível do mar, e a menor 227 metros do nível do mar. O dia com maior diferença foi de 539 metros.

Talvez o ponto alto da viagem foi a visita a eclusa de Barra Bonita, onde fomos de barco pelo rio.
Merece destaque também as passagem de Balsa indo de um lado para o outro do rio.

A prefeitura mais bonita esta em jogo ainda. Foram varias que mereceram destaque. A mais feia he a de Carapicuiba, em nossa opinião. Bem como a cidade também foi uma das mais mal cuidadas.

Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete
Passagem pela eclusa de Barra Bonita no Rio Tiete12

Nascente do rio Tietê – Saida 2 Parte 2a Novo Horizonte

Novo Horizonte

Em Novo Horizonte a prefeitura fica em um prédio de vários andares. Fora São Paulo é a primeira que vemos nesse estilo.

Choveu de novo, mas foi pouco e não deu para molhar as roupas de baixo da capa de chuva, que definitivamente tem que ser trocada.

Novo Horizonte é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º28’05” sul e a uma longitude 49º13’15” oeste, estando a uma altitude de 447 metros.

A cidade tem uma população de 36.593 habitantes (IBGE/2010) e uma área de 931,7 km².

Novo Horizonte possui duas usinas de açúcar e álcool: Usina São José da Estiva e Usina Santa Isabel, as maiores geradoras de emprego.

Os primeiros habitantes da terra, que deram origem ao município de Novo Horizonte, procederam de Descalvado e Pirassununga à procura de terras férteis pelo sertão adentro. O cidadão Joaquim Ricardo da Silva, tendo feito uma promessa a São José, resolveu erigir uma Igreja em homenagem ao santo de sua devoção, iniciando a construção em 1895. Para o sucesso da empreitada, os senhores Antônio Cardoso de Moraes, Joaquim Vaz Floriano, Joaquim Portes da Silva e Maria Pinto Cardoso, doaram 30 alqueires de terra que desta forma faziam nascer o Patrimônio de São José da Trindade que, em 1896, passou a chamar São José da Estiva, nome recebido por influência da Fazenda Estiva.

Em 1897, aqui chegou o senhor José dos Santos Fonseca, que comprara terras na região do Rio Morto e achando a florescente povoação semelhante à cidade de Belo Horizonte, participou sua opinião com a Comissão Fundadora, composta por José Carvalho Leme, Pedro Alves do Vale, Irineu da Silva, Joaquim Pinto Cardoso e José Antônio de Lima, e batizou-a com o nome de Novo Horizonte. Nessa época a cidade pertencia ao município de Boa Vista da Pedra, atual cidade de Itápolis.

Construída a Igreja local, a primeira imagem de São José foi doada pelo senhor José Carvalho Leme e transportada de Araraquara para cá, pelo senhor Jerônimo Ramalho, que aqui chegou em 26 de março 1896. A povoação deveria ser construída nas proximidades do Rio Três Pontes, mas a Comissão não achou o local propício, dando, por isso, preferência a uma região mais alta, onde se localizava a Fazenda Estiva. A terra muito fértil, a água límpida, o solo cortado por córregos, favoreceram a implantação da nova cidade.

O Distrito de Novo Horizonte foi criado pela Lei Estadual nº 993, de 2 de agosto de 1906, sendo sua sede elevada à categoria de Vila, pela Lei número 1038, de 19 de dezembro de 1906. A Lei Estadual de nº 1530 de 28 de dezembro de 1916, criou o município de Novo Horizonte. O município foi instalado em 28 de outubro de 1917.

A Comarca de Novo Horizonte. foi criada em 1922, antes de ser criado o Cartório de Paz, havia um procurador encarregado de fazer os registros, casamentos e óbitos em Itápolis.

A primeira pessoa registrada em Novo horizonte foi a menina Aparecida de Oliveira, filha de Roldão Oliveira, nascida em 20.11.1907; o primeiro casamento foi do casal Manoel Barbosa e Maria Oliveira, que aconteceu no dia 24 de dezembro de 1907, já o primeiro falecimento foi registrado no dia 15 de dezembro de 1907 e o óbito foi da senhora Almerinda de Jesus. O primeiro juiz de paz que nossa cidade teve foi o senhor Francisco Pires de Moraes Teixeira.

Nos fortes solavancos da vida formou-se a cerca de 400Km da capital paulista a cidade de Novo Horizonte. Uma cidade, típica do interior, com características fortes e marcantes, cuja economia é voltada principalmente para as atividades agrícolas e pecuárias.

 

Tiete Novo Horizonte
Tiete Novo Horizonte


 

Nascente do rio Tietê – Saida 2 Parte 2b Sales

Sales

Um pouco de aventura aqui. Logo após a saída da cidade, um trecho longo de terra lisa que nem sabão, molhada pela chuva que já havia passado. Ainda bem, pois do contrario acho que teríamos caído. A moto deu vários escorregões, mas se manteve sempre com os dois pneus para o lado de baixo. Ainda bem que praticamente não veio nenhum carro em sentido contrario, pois mudar de faixa não seria uma experiência agradável.

Sales é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21°20’28” sul e a uma longitude 49°29’07” oeste, estando a uma altitude de 448 metros. A cidade tem uma população de 5.451 habitantes (IBGE/2010) e área de 308,5 km². Sales pertence à Microrregião de Novo Horizonte.

Em 1912, trabalhavam na fazenda Barra Mansa, de propriedade de José Paulino Castilho de Oliveira, pai de Oliveiro, Waldemar e Noêmia Castilho, os senhores Joaquim Bentão, Manoel Bragança, Thiofilio Theodoro e Elizário José da Silva. No ano seguinte, chegaram Salomão Rodrigues Monteiro, Martiniano Paes de Oliveira, Ezau Ferreira Raisca e Roldão Pedro Nogueira.

Em 1917, Anna Cândida, conhecida por “Leopoldina”, mandou elaborar uma planta para a formação de um povoado, onde seria a futura cidade. O lugar recebeu o nome de Capoerinha e foi atraindo o povo que residia junto aos índios, às margens do córrego Barreiro do Meio. Este lugar recebeu o nome de Espraiada.

Vindo de uma cidade desconhecida, este povo encontrou-se com a tribo de índios e por ali ficou. Construiu casas de sapé e barrote, cobertas de folhas de coqueiro. Leopoldina foi ao encontro deste povo e o levou para Capoeirinha.

Joãoquim Bentão construiu uma casa de tijolos (tijolão feito de barro vermelho) e de madeira tirada do mato. Este homem era considerado um herói. Chegou por aqui depois de fazer picadas na densa floresta.

Havia muitas doenças na época, entre elas a “maleita”, que matava em dois dias de febre alta e intermitente.

Por volta de 1917, 1918, os guerreiros do Conde D’Eu, saídos da capital rumo ao Paraguai, passaram pela região. Fizeram picadas, conforme vestígios, atravessando rios por pinguelas, inclusive o Barra Mansa.

Derrubaram uma grande árvore que ligou as margens. Nessa passagem, ocorreu uma grande tragédia. Cinco pessoas, entre elas o padre que acompanhava a expedição, caíram no rio Barra Mansa e morreram afogadas. Foram sepultadas às margens do rio. O local recebeu o nome de “Cemitério dos Pimentas” e de “Poço do Padre”.

Tal expedição passou pelas cidades de Araraquara, Bela Vista das Pedras(hoje Itápolis), São José da Estiva, São José da Trindade (hoje Novo Horizonte).

Foram famílias desbravadoras de matas as de José Capitelli (que trabalhou de oleiro na lagoa de José Paião e João Barbosa), de João Correião, de Cezário José de Castilho, de Lázaro Tolentino de Oliveira, de Joaquim Ramalho, conhecido por “Lopinho”, de José Pracídio (ferreiro fabricante das cruzes do Cemitério dos Esquecidos. Pracídio se casou com uma filha dos chefes dos índios, batizada de Geralda no dia do casamento. O casal morou em Capoeirinha até 1936.

A tribo de índios encontrada às margens do rio Cervinho e Barreiro do Meio era da nação Guarani. Moravam em casas de sapé cobertas por folhas de bacuri. Essas famílias ali se organizaram e ali formaram Águas Espraiadas.

Dentro da mata, existe o “Cemitério dos Esquecidos”. Na sua entrada, do lado esquerdo, está sepultado um dos chefes indígenas. Além dos índios, foram enterrados moradores do lugarejo, como Belarmino Oliveira, Francisco Lima, Sebastião Pinto, José dos Santos e Joaquim Machado.

Os mortos eram transportados em carroças ou em bangüês (espécie de rede dependurada em um pedaço de madeira roliça, colocada nos ombros de duas pessoas). Os corpos eram enterrados envoltos nos próprios tecidos.

A CHEGADA DE RAMILLO SALLES

Em 1920, chegavam a Capoeirinha Ramillo Salles e seus irmãos. Compraram de Pedro Mulato uma propriedade de 62 alqueires, conforme escritura datada de 7 de julho de 1921, na fazenda Cervinho de Cima. Compraram outra propriedade, conforme escritura de 1.º de agosto de 1921. Ramillo Salles se mudou de Barretos com a família para as novas propriedades. Levou com ele a família de João Andreza, seu empregado de confiança.

Em 1921, chegavam a Capoeirinha Aquiles Fumes e sua família. Ele construiu a segunda casa de tijolos e montou sapataria. No mesmo ano, “Tio Miguel” vendia pinga e rapadura.

João José do Magalhães foi o primeiro comerciante do ramo de armazéns de secos e molhados, no mesmo ano. Vendia tecidos, bangüês.

Ainda em 1921, Paulino da Costa foi o maior criador de porcos de engorda. Os animais eram trocados em Itápolis e Araraquara por produtos que não existiam no local, como sal, querosene, farinha de trigo, açúcar. O transporte de porcos era feito com carros de bois. As viagens duravam entre 30 e 45 dias. Os porcos que não resistiam eram mortos. Suas carnes eram salgadas e colocadas em jacás, hoje conhecidos como balaios.

A fazenda Bela Vista, posteriormente conhecida por Corredeira, produzia arroz, feijão, milho e algodão. Depois, passou a produzir ramin, com máquinas para desfibrá-lo. O administrador era Joaquim Florêncio do Amaral, popularmente conhecido por “Quinzinho”.

Ainda em 1921, chegou José Alves de Lima, conhecido por “Cajuru”. Ele comprou um sítio às margens do córrego Capoeirinha, construiu um engenho que produzia rapadura e tijolo baiano. Na mesma época chegaram João Venâncio e José Carapina.

A PRIMEIRA SERRARIA

Em 1922, chegava à Capoeirinha Estácio Taboas com sua família. Ele construiu uma serraria, dando impulso na serragem de madeira das matas nativas para servir a construções de casas. As toras eram retiradas e transportadas pelo então conhecido carreiro Mário Floriano de Oliveira.

Em 1923, Miguel Tarsitano comprou uma gleba de 300 alqueires de João de Moraes. Junto chegou Paschoal Amêndola, que construiu outra serraria, uma máquina de benefício de arroz e um moinho de fubá.

Em dezembro de 1924, Paschoal Amêndola trazia toda a família, vinda de Ariranha. O fazendeiro Miguel Tarsitano continuava a prosperar. Em 1933, construiu uma usina de açúcar e passou a fabricar a famosa pinga “Santa Maria”. Seus dois filhos, Antonio Romeu Tarsitano, advogado, e Raul Tarsitano, médico, passaram a se dedicar a causas humanitárias. O médico atendia famílias carentes gratuitamente. Outro filho, Floriano Tarsitano, se elegeu prefeito anos mais tarde, em 1972.

Em 4 de abril de 1923, reuniram-se no atual largo do jardim, onde foi levantado o primeiro cruzeiro, José Paulino, José Helena, Manoel Mendes Fernandes, Miguel Tarsitano, Paschoal Amêndola, Ramillo Salles, Joaquim Ramalho, José Moreira Luiz, Joaquim Limão, Estácio Taboas (doador do cruzeiro) e Cezário de Castilho.

A PRIMEIRA CAPELA

Na mesma época, foi construída a primeira capela para o padroeiro, São Benedito. Houve uma festa idealizada por José Severino. Ele doou outra imagem de São Benedito e um motor movido a querosene que produzia energia para iluminar o local.

A primeira imagem de São Benedito foi doada por Cezário de Castilho, pai de José Cezário de Castilho, conhecido por Cita Castilho. A imagem ficou na fazenda Tabaju até meados de 1994, quando José Amêndola e o padre Osvaldo Alfredo Pinto, depois de conversarem com Cita Castilho, transladaram o santo para a Igreja Matriz de São Benedito.

Em 1924, não havia carro, mas Paschoal Amêndola comprou um caminhão Ford, de pneus de borracha maciça, rodas raiadas de madeira. O veículo era utilizado para transporte de madeiras para um depósito em Catanduva, de propriedade de Miguel Tarsitano. A viagem durava um dia. A fazenda de Tarsitano prosperava. Já plantava café, tinha uma olaria, várias casas de colonos.

Em 1925, radicou-se no vilarejo Sebastião Ferreira de Souza, casado com Francisca, conhecida por Chica Ferreira. Ele ficou conhecido na região por ser um forte sitiante criador de porcos e cabritos, às margens do córrego Bebedouro.

Em 1924, Lázaro Tolentino de Oliveira comprou de Isaque uma gleba de terra de 80 alqueires. Transformou a mata em plantio de café e doou uma porção de terra para a construção do atual cemitério municipal.

Em 1928, chegava da cidade de Japurá o senhor Nagib Karan com a família. Ele trabalhou no ramo de barbearia até 1940.

O PRIMEIRO CASAMENTO

Conforme dados obtidos junto a Armando Ferretti, cartorário em Irapuã, Sales teve seus registros anotados naquele cartório entre 1927 e 1933. O primeiro casamento de moradores de Sales, registrado em Irapuã, aconteceu em 28 de setembro de 1927. Casaram-se Júlio Perciliano do Nascimento e Maria Apparecida Amêndola.

A primeira certidão de nascimento lavrada naquele cartório, em 19 de setembro de 1927, foi de Juvenal Lopes da Silva, filho de João Lopes da Silva e Maria Amélia Arruda.

Sales ganhou seu cartório em 1933. Foram cartorários João Honório Pereira, José Camargo, Sebastião Caetano Pereira, João Gonçalves Leite, José Curalho Salgado, Antonio Cintra e Vicente Valentim Valente. Após a morte de Valente, o cartório ficou sob os cuidados de seus filhos Fernando, Mércia e Márcio.

A PRIMEIRA LOJA

De 1928 a 1935, Vila Sales teve sua primeira loja de roupas e a primeira bomba de gasolina, de propriedade de José Jamus.

Paulo Calixto e João Amêndola dedicaram-se ao ramo de alfaiataria no período de 1930 a 1940.

Theodomiro Ferreira Costa chegou em 1931, para trabalhar na fazenda de Miguel Tarsitano. Trabalhou no engenho de açúcar, fabricando melado que era transformado em açúcar mascavo.

A primeira pensão da cidade foi de José Arruda, entre 1930 e 1940.

Entre 1930 e 1935, foi aberta a passagem de Sales para Mendonça, sobre o rio Barra Mansa, com a construção de uma grande ponte de madeira, denominada “Nego Baiano”.

Em 1933, instalava-se em Sales o primeiro aparelho telefônico, na residência de Fernando Tarsitano. Sua filha Rosa foi a primeira telefonista.

Entre 1932 e 1935, Manoel Raimundo, conhecido por Manezinho Baiano, fabricava farinha de mandioca, ao lado do atual cemitério.

Sebastião Ananias era dono de um açougue e, paralelamente, produzia e vendia sabão, entre 1935 e 1940.

Nessa época, Alfredo Cardoso, pai de Edvaldo, de Novo Horizonte, possuía um caminhão modelo 1929.

Em 1935, chegou a Vila Sales o senhor Joaquim Sampaio e comprou a serraria de Estácio Taboas. Construiu oito casas de tábuas para seus filhos. Aqui morou até 1942, quando se mudou para Dracena.

Também em 1935 chegava a família de Gabriel Assad, vinda de Taquaritinga. Instalou-se no ramo de comércio com um grande armazém de secos e molhados.

Entre 1935 e 1941, Nicolau Barleta, “o festeiro”, promovia comemorações todos os anos, no dia 13 de maio, dia de São Benedito, com uma grande fogueira ao lado da capela, com danças folclóricas. Os dados foram colhidos junto a Maria Aparecida Mateus, nascida em 1915.

Em 1934 ou 1936, Sales contou com uma grande plantação de vassoura e outra de girassol.

Em 1937, chegava Paulino Gonzaga, vindo de Pindorama. Comprou um sítio às margens do córrego Capoeirinha e ali construiu um engenho que produzia tijolo baiano e rapadura.

Em 20 de agosto de 1939, Benjamin Buratto comprou de Lázaro Tolentino de Oliveira uma área de 80 alqueires de terra, segundo Bruno Buratto. Em parte deste terreno hoje está o cemitério municipal.

Antes da criação e da instalação do município, o lugarejo contou com pessoas importantes que ajudaram no desenvolvimento. Eram considerados fiscais da cidade João Januário de Freitas, João Florêncio Pereira, Emília Tarsitano, Alcídio Sales.

Em 1949, foi nomeado subprefeito Júlio Bragato, que deixou de lembrança as árvores do jardim.

Entre 1939 e 1940, Sales tinha ligação com Novo Horizonte e Lins por meio de uma jardineira movida a gás extraído de carvão vegetal. O dono era Francisco Machado. Uma viagem de Sales a Novo Horizonte durava no mínimo três horas. Entre 9h e meio-dia.

José Iunes, vindo com sua família de Campo Belo (MG), forneceu energia, com luz a gás extraída de carvão vegetal, entre 1942 e 1951. O fornecimento da energia foi idealizado pelo seu filho Mansur Iunes.

Assim que chegou, José Iunes comprou uma padaria que tinha sorveteria e bar com mesa de snooker, um dos poucos pontos de lazer do povoado.

Em 16 de agosto de 1945, foi criado o Grupo Escolar de Sales, com duas salas de aula. Funcionavam duas classes no período da manhã e duas à tarde. A primeira diretora se chamava Isaura Bueno Gonçalves Melara. O inspetor era Gastão da Silveira.

Alice Carlos Nardachione conta que em 1946 veio trabalhar como diarista no Grupo Escolar. Segundo ela, um dos primeiros professores foi Edie José Frey.

Em 9 de agosto de 1950, chegava Paschoal Nardachione com sua família. Veio de Monte Alto. Comprou a fazenda São Sebastião. Devota, a família muito contribuiu para a construção da atual igreja.

Conforme Laerte Carlos Nardachione, entre os anos 30 e 40, Vila Sales já se destacava na região pelas corridas de cavalo. Na rua Artur Bernardes, hoje avenida Ramillo Salles, havia uma pista dupla de 600 metros. Foi um dos principais esportes do lugar durante muitos anos.

A LUTA PELA ENERGIA ELÉTRICA

Em 1952, iniciou-se o movimento pela instalação de energia elétrica. Poucas residências tinham luz elétrica, além de duas padarias e sorveterias no centro.

Em 1955, foi instalada a energia elétrica com 6.000 volts de potência, o suficiente para iluminar todas as casas do distrito.

Participaram do evento autoridades como Euclides Cardoso, prefeito de Novo Horizonte, Salomão Eid, vereador naquela cidade, Ramillo Salles, Alcidio Sales, subprefeito de Sales, José Estéfano, candidato a deputado estadual, entre outros.

Em 18 de julho de 1961, uma grande festa marcou a iluminação da Praça da Matriz, com a presença, entre outros, de João Pagani, primeiro prefeito de Sales, Same Eid, vice-prefeito, Domingos Lott Neto, deputado estadual, e vereadores da primeira legislatura.

A solenidade foi marcada pela morte trágica de Clodovil, eletricista de Irapuã que fazia a ligação da rede.

Em 10 de março de 1962, o então governador Adhemar de Barros visitou o município.

A delegacia de polícia foi instalada em 2 de janeiro de 1962. O primeiro delegado foi Irieu Silveira Franco.

Em agosto de 1963, foi instalado o primeiro posto de puericultura. A primeira funcionária foi Olga Sales.

Também em 1963, instalava-se na cidade a Caixa Econômica do Estado, anexa a já existente Coletoria Estadual O primeiro funcionário do banco foi Armando Fonseca.

Em 1966, na gestão do prefeito José da Costa Marques, houve a retirada dos mata-burros colocados na entrada da cidade, na estrada que liga a Irapuã.

O Diário Oficial do Estado publicava em 30 de janeiro de 1969 a criação do Ginásio Estadual Ramillo Salles.